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O surgimento dos Consórcios

Desde a época primitiva, o homem busca seus pares para a realização de objetivos comuns. A esta partilha de ideais e de participação conjunta o latim chamou de consortium, palavra derivada do termo consors, que se refere àquele que participa, que partilha e é companheiro.

O primeiro grupo consorcial, foi criado em setembro de 1962, por iniciativa de um grupo de funcionários do Banco do Brasil, composto de 200 participantes em 60 meses.

Grande parte da produção automobilística passa ser consumida pelo sistema de consórcio, desta forma, o consórcio se consolida no país.

No final da década de 60 e o início dos anos 70 cresceu o consumo de bens duráveis, motivo pelo qual o sistema deixa de observar apenas o direito civil e passa ser controlado pela Secretaria da Receita Federal que estruturou este segmento e passa abrigar as primeiras administradoras e em 1991 por indicação do Secretário da Fazenda, na época, Geraldo Gardenali, o sistema é transferido para Banco Central do Brasil.

Seja em momentos de inflação ou de estabilidade, o Sistema de consórcios é fundamental para o desenvolvimento econômico do país. Primeiro porque não é inflacionário, na medida em que não utiliza recursos do sistema financeiro, atua como regulador de demanda e age como comprometedor de renda futura.

Em segundo lugar, até por definir previamente a intenção de compra do consorciado, beneficia a industria que pode, com isso, planejar melhor a sua produção e investimentos no país.

Somado a estas razões, o sistema, por sua filosofia cooperativada, solidária e de baixo custo, potencializa a aquisição de bens a camadas sociais variadas e que têm, igualmente, o direito do consumo preservado.